Perplexidade política

nodebate – Certamente é a palavra que sintetiza a realidade que se vive hoje no Brasil. Empresas estatais, como a Petrobras sendo dilapidada, em benefício, de capitais externos. Se não bastasse, os Estados da Federação com dívidas terão que vender suas principais empresas públicas para receber ajuda do governo, como ocorre no Rio de Janeiro.

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Paulo Carneiro/Agência O Dia/Estadão – Manifestação de funcionários da Cedae, durante votação na Alerj, hoje (20), para a venda da estatal de Água e Esgoto, no Rio de Janeiro.

Ainda pior, os bancos somente podem emprestar dinheiro para os governos dos Estados caso negociação seja semelhante ao que oferece a União. Em outras palavras, em condições mais ou menos possível de pagamento, por ser exatamente dinheiro público. Claro, que sabemos que não haverá empréstimo algum da iniciativa privada ou do setor financeiro, de fato, são os protagonistas da política brasileiro atual.

Pesquisa

Depois da pesquisa política feita pela CNT/Sensus, na semana passada, que revelou, o que todos sabiam, Michel Temer (PMDB), muito abaixo do que o presidente gostaria de imaginar, as principais redes de televisões do país voltaram à tona com a notícias da operação Lava Jato. Estranha a discussão em torno da obstrução da Justiça por parte do governo de Dilma Rousseff (PT), quando, recentemente, Moreira Franco foi empossado ministro, embora houvesse contra o político, amigo de Temer, a operação. No final, sobra o juízo de que este governo está amparado pela lógica de um mercado inevitável e mágico.

Difícil ainda ouvir o ministro da Fazenda Henriques Meirelles dizendo que o caminho é este, o da privatização. Depois manda um recado: os governadores precisam aprender a lidar com a realidade brasileira, sendo que a privatização é necessária para a melhoria do Estado, e que a União continuará com seu planejamento de sanear as dívidas do país. Talvez devesse dizer, às custas de muitas famílias que pagarão a conta, para o benefício daqueles que são reconhecidos como modernos.

 

Bons tempos para o mercado

nodebate – Estranha a comemoração da elite econômica brasileira com o aparente momento de crescimento da economia. Algo parece fora do lugar, considerando que há uma grave crise instalada no Brasil, com desemprego e iminente redução de direitos e renda. No entanto, o tempo se mostra de otimismo para investidores do mundo todo, que quer aportar no Brasil, efetivamente na onda estabilidade de contrato enviado por Michel Temer – um governo de ideais tucano, gerido pelo PMDB. Ou seja, neste ritmo, o neoliberalismo tem garantia de funcionamento, à custa da pobreza de muitas famílias.

Evidência desta abordagem está no que diz o jornal Folha de S. Paulo, ressaltando que se faz necessário rapidez nas mudanças políticas neste governo. A pressão é enorme pelo mercado ao governo e Congresso Nacional.

A rigor, diz o diário paulista em editorial hoje (17), “É certo que o consórcio governista vive sob riscos mais que consideráveis. Muitos de seus nomes principais são alvos em potencial da Lava Jato, a popularidade de Temer e seu governo permanece baixa e o petista Luiz Inácio Lula da Silva mantém-se como nome forte para as eleições do próximo ano. ”

O ponto a analisar é a pressa em circunstância de um nome, lula, que se revela para o jornal, político popular (uma questão que parece de perfil, apenas), o qual poderia assumir a presidência e acabar com a farra de contratos acertados com o mercado. A pergunta é: a quem, portanto, interessa a pressa das mudanças políticas no Brasil? Não se revela para as famílias, que neste caso, inclui a classe média Temista.

Talvez falte mais brasilidade, no Brasil.

Hipocrisia política brasileira

nodebate – Com a crise estabelecida na política, e, como consequência na economia, com problemas de toda ordem no social, que sente a falta do Estado, os posicionamentos começam a surgir sobre a realidade cruel. Nada do que não foi dito antes, diz a música, por muitos intelectuais brasileiros bem-intencionados, porém com pouca visibilidade nos meios de comunicação de massa, com atenção ao discurso “verdadeiro” do mercado internacional.

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Foto: Carta Capital/Orlando Brito / Agência Brasil – Política econômica para o Mercosul vive na inércia, com falta de liderança, sem diálogos e disputas que se mostram insuperáveis.

Como a própria Folha de S. Paulo reconhece (11/2 – http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2017/02/1857799-a-deriva.shtml), um dos bastiões da defesa do governo Temer, nos seus editoriais e comentaristas, as mudanças políticas nos Estados Unidos e Europa criam barreiras difíceis de serem superadas na economia. A solução estaria na capacidade do Brasil de se organizar internamente, mantendo empresas estatais fortes e sobretudo, fortalecendo relações fortes na economia com os países da América Latina, por meio do Mercosul.

Como descreve o diário paulista com lucidez: ” A ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para refazer as relações comerciais com o restante do mundo ressuscitou o debate sobre a política econômica externa brasileira.” Um equívoco, pois, esta discussão é antiga com posicionamentos evidentes dos governos brasileiros alimentando o desejo político de dependência dos grandes centros comerciais, de maneira submissa.

Segue o jornal, “Com o novo e agressivo protecionismo americano, tornou-se imperativo recuperar tempo e oportunidades perdidos nos últimos anos. Com efeito, o propósito de aprofundar o comércio no Mercosul e com outros mercados foi tema de conversa recente entre os presidentes do Brasil e da Argentina.” Contudo, como observa o editorialista, Ações mais efetivas, no entanto, ainda estão por serem vistas.” O que há é pura inércia entre os dois países, descreve.

A rigor, são dois governos neoliberais, argentino e brasileiro, que têm a mesma proposta: dispor as nações que governam com os centros econômicos, que se fecham para cuidar dos seus problemas, depois de tantos anos ganhando resultados na globalização, dilapidando países como os latino americano.

Outro ponto controverso, que precisa ser discutido. Como se pode pensar no Mercosul, quando a política do governo Temer, conduzida pelo tucano com cores vistosas, José Serra, sempre angustiado pelo desejo de operar a dependência do país aos mercados globais, cuja política não opera como antes, com novas estratégias de hegemonia?

O diálogo econômico latino-americano parece impossível, considerando que Peru, Colômbia, México e Argentina estão tentando desfazer de seus projetos arcaicos e de submissão aos mercados internacionais. Na contramão os países da região cada vez se mostram hostis com o governo empossado do Brasil, sem mesmo contar com popularidade que o avalize para tomada de decisão.

Como se vê, se este é o caminho para um Brasil sem corrupção, da ordem e progresso – como feito pela propaganda positivista de Temer – parece que os brasileiros estão mesmo num mato sem cachorro.

 

Temer governa sem confiança popular

nodebate – A afirmação do presidente Michel Temer (PMDB), realmente se concretiza, “não estou preocupado com popularidade”, é o que atesta o Jornal Folha de S. Paulo, com pesquisa feita pelo Datafolha e publica hoje(11). “O índice de ótimo/bom de Temer caiu de 14% em julho aos atuais 10%.” Ou seja, o que já era péssimo ficou ainda pior. De acordo com o levantamento, 51% dos brasileiros consideram a gestão do peemedebista ruim ou péssima, ante 31%, em julho.

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Imagem – Agência Brasil /Fábio Rodrigo Pozzebom

A questão mais complicada é: quem está dando legitimidade para Temer governar, e até quando um presidente – sem reconhecimentos das urnas legitimamente – pode se dar o luxo de ser antipopular e, por isso, impopular. Em algum momento, deverá acenar para os interesses da maioria da sociedade, sob pena de ver as instituições não reunir condiões de sustentá-lo, com legitimidade para governa um país de tantas diferenças sociais.

A elite brasileira, que defende o atual governo, não pode assegurar um sistema político, cuja legitimidade passa apenas por sua visão privatista de mundo, sem considerar as dificuldades vividas na sociedade, no andar de baixo. Algum momento haverá reconhecimento da necessidade do estado do bem-estar social, que vem sendo dilapidado pelo governo neoliberal de Temer (PMDB), guiado pelo PSDB paulista.

A rigor, conforme o Datafolha, “a população considera o presidente falso (65%), muito inteligente (63%) e defensor dos mais ricos (75%). Metade dos brasileiros veem Temer como autoritário e 58%, desonesto.”

De fato, não precisa qualquer pesquisa para perceber que o país, não tem o governo que merece e precisa no intuito de resolver questões atuais e seculares, resultado de uma elite patrimonialista e conservadora. Por isso, meritocrática.

No entanto, uma ressalva política, que cabe atenção para o governo. O Datafolha abre uma avenida para a defesa do PSDB paulista de eleições indiretas, cujo presidente indicado seria ninguém menos do que o ex-presidente, e eterno governo de grupos econômicos do PIB, Fernando Henrique Cardoso. Se considerar a tradição conservadora, gente de camisas em verde e amarelo, nas ruas podem não faltar, novamente, para pedir mudanças, para não mudar nada.

Presidência tucana

Se a política não se relaciona com a lógica, ou seja, não há precisão, devemos observar o que está por trás dos agentes políticos, nas notícias publicadas nos grandes jornais, sobretudo, com destaques para pesquisas políticas.

Neste contexto, os números do Datafolha publicados é de enfraquecimento de Michel Temer, que governa sem popularidade e confiança social, e, agora, evidencia em números o aprofundamento da desconfiança governamental.

A quem interessa o embaraço de Temer, neste momento? Por certo, o PSDB paulista que vislumbra eleição indireta de Fernando Henrique Cardoso como presidente, com mandato -tampão e depois com a sequência do governo tucano, com amplo apoio das elites econômicas brasileiras – a troca será de nomes, portanto.

O canto da sereia pode estar levando a um racha entre governo Temer e PSDB. A rigor, os tucanos terão que mostrar os bicos para atingir seus objetivos, que está noticiado nos meios de comunicação. Certamente, a próxima mexida de Temer será efetivar Antônio Imbassahy, no governo, no lugar de Geddel Vieira Lima, de modo sinalizar mais aproximação, na busca de apoio do partido, que é vital para sua permanência no poder.

O que resta é aguardar para entender o está em jogo, neste momento. O que população deve fazer, de fato, é participar destas disputas. O resultado das partidas diz respeito a sua condição e qualidade de vida.

A política no Supremo

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Imagem Antonio Cruz/Agência Brasil

A decisão do STF, a maior instância do Judiciário brasileiro, finalmente deixou claro para a sociedade, que também faz política partidária e tem sua preferência para a ordem do Brasil. A democracia significa também definir os seus agentes preferenciais e zelar pelo caminho social, de maneira que resulte em manter o equilíbrio, em conformidade com determinados grupos e seus ideais. No final, para além da justiça está o poder.

Se em um dia o Senador Renan Calheiros (PMDB) está impedido de exercer o cargo, em decorrência de sua linha sucessória na substituição do presidente, em outro se modifica o entendimento e o Senador novamente está apto a sua histórica função política. Afinal, o que está por trás de tantas mudanças na ordem democrática? Pois, o presidente do Senado não mudou seu perfil público de um dia para à noite.

Com a determinação da saída de Renan do Cargo de presidente do Senado, no dia seguinte muitas vozes pró-governo Michel Temer, sobretudo na imprensa, rapidamente comemorou. Nada mais correto que fez o relator Marco Aurélio Melo (STF), que atingiu vários objetivos. Mostra que o judiciário faz justiça e o Brasil é um país sério (como nunca), que pune políticos corruptos e mal-intencionados. Muito bem, acredita-se em consenso com a análise política e partidária.

No dia seguinte, o alarme tocou em Brasília. Alguém chamou a atenção: “temos projetos importantes para aprovar no Senado, entre eles a PEC 55 (a chamada PEC do teto, com redução da saúde e educação, portanto, impopular), e o vice-presidente que assume é um petista (Jorge Viana), que é contra Temer” (PMDB). O alerta feito, começa a discussão: como solucionar o impasse. Na quarta-feira, o STF tomou, então, uma decisão importante, anuncia os meios de comunicação conservadores no Brasil: Renan Calheiros pode continuar no cargo, em nome da democracia, mas não reúne condições para substituir o presidente, acaso Temer venha a se ausentar, ao mesmo tempo que o presidente da Câmara (Rodrigo Maia – DEM).

Não resta outra interpretação, o STF respondeu aos apelos políticos governamentais, de uma sociedade que se revela cada vez mais conservadora, sendo amparada por instituições determinadas a manter esta ordem. Em essência, Calheiros não pode ser o presidente do Senado e ao mesmo tempo reconhecidamente incapaz, como afirma o STF, de assumir a presidente da república. Desta forma, o personagem ganha dois papéis, serve em razão de estabelecer uma ordem política (que se revela de consenso pelo establishment), mas não serve, porque ataca uma outra ordem social, neste lado, a pública, de representação política. A escolha foi feita de maneira organizada, como parece ser.

 

Conversas políticas

Site Semana7 – Os brasileiros que acompanham o noticiário nacional sabem muito bem que passamos por uma grave crise econômica, e, que pelo visto, deve demorar a ser resolvida, deixando-nos, quase todos, em impactante aperto financeiro. Para muitos a corrupção seria o princípio básico desta falta de dinheiro para o governo federal, estados e municípios. Basta ligar a TV ou ler o jornal para observar a quantidade de denúncias contra políticos, os quais acreditávamos como autoridades morais e de muita seriedade. Verdade, uma grande decepção. Embora haja também muitos excessos dos meios de comunicação ao noticiar o caos político e gerencial brasileiro, de modo a também fazer política e, por vezes, defender seus grupos de interesses empresariais.

Como bem sabe os leitores da Semana7, por certo, esta não é a primeira crise que atinge, sobretudo, as pessoas mais pobres deste Brasil, um país de riquezas e desenvolvimento na produção de agrícola para exportação, além de muita matéria-prima, que o mundo cada vez mais precisa. Inclusive, como é o caso do Petróleo (o chamado pré-sal) e minerais. Fato é que a cada tomada de decisão dos governos, neste momento de aperto, atinge exatamente quem mais precisa de ajuda do executivo federal, dos políticos e das políticas sociais. Neste sentido, com a falta de respeito com a saúde pública, educação, transporte, comunicação e, por vezes, assistência social. No final, vem a desilusão natural e a perda de confiança na política e nos homens públicos de um modo geral. No final, chegamos a pensar que qualquer governo serve é para cobrar impostos e tirar muito do que já é muito pouco, ainda mais na crise.

Nós que vivemos longe dos mandos de Brasília chegamos a pensar que sobrevivemos, de fato, sem governo e política. Aqui que me proponho algumas análises, que nos incomodam. Como seria viver em um país sem alguém de confiança que nos represente na tomada de decisões, em situações complexas de negociação, com outros países, por exemplo, sobre fronteiras econômicas, impostos de importação e exportação, balança comercial, etc.? Além do mais, na divisão do bolo financeiro estatal, como poderíamos, um país inteiro reunido, decidir para onde iria cada centavo recebido de impostos? Se para a indústria para gerar mais emprego e renda ou, então, para a saúde, educação, transporte, que todos precisam no dia a dia? Penso que realmente não seja possível a tomada de decisões políticas e administrativas por todos, em um único lugar.

Desta análise surge o que chamamos, portanto, de representação, quando delegamos o voto a alguém que nos represente nestas decisões, de maneira a fazer valer os interesses sociais e não exatamente dos grupos financeiros, com grande poder de pressão contra qualquer governo. Em essência, o que queremos dizer, é que o Brasil, apesar das denúncias de corrupção contra políticos, contra o Estado – responsável pelo bem-estar social -, precisamos, na verdade, é de mais política, desde que seja representativa e pública. Portanto, o problema não está absolutamente na política em si, que parece necessária, mas nas escolhas, na participação dentro dos espaços públicos em que possamos debater e dialogar, democraticamente, sobre decisões e delegar poderes. Afastar da política ou negá-la, entendemos, não ser o melhor caminho para se construir a democracia, somente sob a qual a população ganha poder e com direitos iguais de cidadania. Devemos valorizar a política, mas inserindo-nos neste meio, com capacidade de intervir no curso das decisões, que dizem respeito aos nossos interesses – sem vergonha de dizer.

Portanto, precisamos de mais diálogo, com mais veículos de comunicação nos informando sobre os movimentos sociais e tomadas de decisões, seja em Brasília, no Estado de Mato Grosso, na nossa região ou cidade em que vivemos. Talvez, assim, possamos evitar ser pegos de surpresa nas crises, ainda permitindo que poucos tomem decisões por muitos, sempre defendendo interesses particulares.

Parece-nos estranho o excesso de alguns meios de comunicação noticiarem, insistentemente, determinadas crises – ou negá-las em outros momentos -, indicando alguns nomes como se fossem um problema tão simplesmente da política e não envolvessem também questões econômicas com outras nações mundiais, agindo politicamente. Atentar ainda para empresários que querem abocanhar grandes quinhões de riquezas de uma nação, de modo imediato, sem beneficiar trabalhadores envolvidos com suor em projetos nacionais.

Por último, acabar com a política pode ser o caminho mais curto para retirar a representação social nas decisões econômicas, gerar mais crises e injustiça social. Ler a mídia exige também leitura prévias e atenção sobre o que está por detrás das propostas de partidos políticos, sobretudo conservadores, e grupos que eternizam no poder brasileiro.

*Texto originalmente publicado pelo Site Semana7

Barra do Garças, MT

***

*Antonio S. Silva é Jornalista, doutorado pela Universidade de Brasília (UnB) e professor da Universidade de Mato Grosso (UFMT), Campus Araguaia (CUA).

Golpe dentro do golpe

Parece mesmo estranha a política orquestrada pelo PSDB, ao querer destituir do poder Michel Temer. Afinal, empenhou o seu nome ao grupo que pertence, a grande empresários brasileiros, que exigem mudanças rápidas na economia para gerar mais produtividade e riquezas. Evidentemente, que se trata da busca de entender que o país sai da crise somente com a força destes empresários, com maior capacidade de alavancar a nação da “pujante” crise. Esta seria a leitura mais pontual.

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Imagem Folha de S. Paulo

No entanto, as coisas não são simples assim, afinal, quando esteve no governo, PSDB terminou o mandato com muitos problemas, seu líder, FHC sem popularidade, com menos de um dígito, o que permitiu o PT, tomar o poder em Brasília, na sequência.

O empenho do partido a todo momento seria o de vender estatais, como ainda apregoa, na tentativa de tornar o Brasil mais dependente e, paradoxalmente, promover crescimento. Um desastre para aqueles que lembram destes tempos.

O partido não deixou seus erros para o passado e quer insistir na fórmula, como bem ocorre em São Paulo, com a privatização exponencial. Neste sentido, Aécio Neves, com esta proposta não consegue ganhar eleições importantes em Minas Gerais. Marconi Perillo, de fortes cores tucanas, sequer conseguiu fazer um candidato viável para o governo do Estado, sendo obrigado a recorrer a nomes de outro partido e amarga pouca popularidade. Algo está fora dos trilhos no pensamento tucano. Certamente é que pode-se acreditar.

Mas há ainda um ponto que parece correto, com a baixíssima popularidade de Temer, pode ser o momento, sem nenhum voto subir ao poder político no executivo brasileiro e implementar mudanças neoliberais bruscas, sem se ater a popularidade, com apoio de fortes grupos econômicos – uma espécie de salvador da pátria, em momentos críticos, o que a direita gosta de chamar de populismo.

Neste sentido, a democracia seria jogada para escanteio, como já o foi recentemente. Talvez seja momento de muita atenção na política representativa brasileira. A propaganda está nas ruas e na mídia, o governo Temer já começa a levantar as antenas e deverá sair para o enfrentamento. Primeiro tentando conversar e negociar, com o PSDB e empresários que sustenta o partido. Observar.

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